Confira os espetáculos em cartaz no PERFORMA - ES

De 03 a 11 de junho, acontece no Teatro Municipal de Vila Velha o PERFORMA - ES. Produzido pelos alunos do curso de Artes Cênicas da UVV, o evento traz 10 dias de performance, espetáculos, mesa redonda, desfile de figurino, concurso de jogos teatrais, demonstração de pesquisa e outras atividades.

Confira os espetáculos que estarão em cartaz:

METRÓPOLIS
Onde: Teatro Municipal de Vila Velha - Pça. Duque de Caxias, s/n - Centro - Vila Velha ES
Quando: 03 horas, às 20 horas
Quanto: ingresso espontâneo (pague o quanto quiser)

Com texto e direção de Marcelo Ferreira, iluminação de Everaldo Nascimento e encenada por atores em formação no curso de Artes Cênicas da UVV. Trata-se de uma nova versão da peça que faz parte do repertório da Cia Teatro Urgente premiada em 2007 pela FUNARTE/MINC- Prêmio Klauss Vianna de Dança e que já foi exibida em São Paulo, Rio de Janeiro e interior do ES. METRÓPOLIS faz referencia ao filme homônimo de Fritz Lang e ao romance “1984” de George Orwell e apresenta um grupo de operários mantidos sob rigoroso regulamento totalitário e a ingestão de cápsulas up e down, vigiados pelo Sistema. Cenicamente, o tema é revisitado em linguagem gestual apoiada nas experiências com a dança neo-iaô de Magno Godoy, em sintonia com a dança butoh de Kazuo Ohno, a teatralidade corporal de Grotowski e Antonin Artaud e a dramaturgia de Samuel Beckett, situando-se no eixo do teatro pós-dramático.

Créditos: Gabriela Júlia


COLAPSO
Onde: Teatro Municipal de Vila Velha – Pça. Duque de Caxias, s/n – Centro, Vila Velha.
Quando: 04 de junho, às 20 horas
Quanto: ingresso espontâneo (pague o quanto quiser)

A obra estabelece um diálogo entre diferentes dramaturgos num mosaico que reune situações ficcionais e acontecimentos reais para discutir alguns dos desvios morais mais comuns nos dias atuais. Com direção de Lara Couto e dramaturgia colaborativa, “Colapso” traz fragmentos de Nelson Rodrigues, Gianfrancesco Guarnieri e Tennessee Williams, entre outros, entrelaçadas com notícias que causaram comoção popular, como o caso do Goleiro Bruno, do cantor Lindomar Castilho e de Suzanne Von Richthofen. Assim, utiliza-se do humor para apresentar questões consideradas “difíceis”, como: casamento por interesse, violência doméstica, crimes passionais, adultério, assédio, abuso de autoridade, dentre outros. “O que você faz quando não tem ninguém olhando?”: esta pergunta atravessa as intervenções encenadas por atores em formação no Curso de Artes Cênicas da Universidade Vila Velha.

Créditos: Gabriela Júlia


LOVE FAIR
Onde: Teatro Municipal de Vila Velha - Pça. Duque de Caxias, s/n - Centro - Vila Velha ES
Quando: 08 de junho, às 20 horas
Quanto: ingresso espontâneo (pague quanto quiser)

Espetáculo performativo em torno da temática do amor-desejo-paixão. Com partituras corporais os atores contracenam com um coração (de carne) criando uma atmosfera mágica onde os dizeres são redimencionados. Nosso coração as vezes pesa, é incômodo, maior que o peito. As vezes treme quando não devia e não treme quando devia. Nosso coração é rebelde, indisciplinado, selvagem. As vezes parece morto e, sobretudo, estranho. Esta é a ideia central em torno da qual a movimentação cênica gira. A dramaturgia é construída em processo colaborativo, com dizeres pessoais sobre o desejo. As partituras corporais são trabalhadas com repetições, coralidade e o hibridismo entre abstração e figuração, entre precisão e exacerbação do afeto. A pesquisa dos procedimentos é desenvolvida no grupo Poéticas da Cena Contemporânea, com apoio do CNPQ. A encenação tem direção de Rejane Arruda e em cena estão atores em formação do curso de Artes Cênicas da Universidade Vila Velha.

Créditos: Gabriela Júlia


ROCA BILLY
Onde: Teatro Municipal de Vila Velha - Pça Duque de Caxias, s/n - Centro - Vila Velha ES
Quando: 10 de junho, às 19 horas
Quanto: ingresso espontâneo (pague o quanto quiser)

Paródia dos programas de auditório onde são apresentados jogos de improviso, Roca Billy é um espetáculo interativo. Conta com o improviso ao vivo, números de plateia, dança, canto e o recurso audiovisual para as trocas de quadro. Promete-se surpresas e algumas tiradas clássicas, inspiradas em filmes de comédia pastelão. Em meio à intromissão dos assistentes dos apresentadores Roca Billy e Billy Cat, as equipes desenvolvem cenas improvisadas a partir de jogos, estruturados com regras e “quem, onde, o quê”, desdobramento da metodologia de Viola Spolin, exercitada no curso de Artes Cênicas da UVV na disciplina de Jogo ministrada pela atriz e encenadora Rejane Arruda. No último bloco, a plateia é convidada para jogar. A proposta é a paródia, suplantando a mera imitação, entrando no reino da citação para distanciar o olhar e trazer um discurso autônomo em relação à mídia. Assim, ROCA BILLY, constituído em processo colaborativo, insere-se na cultura mais debochada do Teatro Pós-dramático.

Créditos: Gabriela Júlia

Mais informações: performa-es.producoes@outlook.com / https://www.facebook.com/PerformaEs/

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